Sinopse
Diogo Mainardi encara a arte, a morte e a própria decadência em um livro implacável. Entre ruínas venezianas e pinturas de Tiziano, ele transforma o fracasso – estético, existencial e humano – em linguagem, e a linguagem em rendição. Com ironia e um desespero quase sublime, a graphic novel de não ficção Meus mortos é o retrato impiedoso de um tempo sem transcendência.
Diogo Mainardi perambula por Veneza, seguindo o rastro de Tiziano, acompanhado por seu cachorro e fotografado por seu filho Nico.
De peste em peste, de morte em morte, ele reflete pateticamente sobre seu fracasso individual e – mais ainda – sobre o fracasso coletivo de seu tempo. Incapaz de qualquer forma de transcendência, apropria-se da arte desesperada e sublime do maior pintor da História, que retratou melhor do que ninguém nossos fracassos individuais e coletivos – assim como o sexo, o poder, a bestialidade humana, a brutalidade dos deuses e o fim dos tempos.
Durante esses itinerários venezianos, a linguagem do grande pintor esmaga a do pequeno escritor. As imagens asfixiam as palavras. Mas não se trata apenas de uma supremacia estética. A pincelada de Tiziano confere uma forma e uma cor – e, em certos momentos, até mesmo um arremedo de sentido – à pequeneza do escritor.
Em seu testamento literário, Diogo Mainardi despe-se completamente e, com as nádegas de fora, ostenta sua derrota.
Características
- ISBN: 978-85-01-92034-8
- Título Original: Meus mortos
- Formato: Brochura; Com orelhas
- Suporte: Português; Texto; Imagens; Figuras, diagramas, tabelas, gráficos
- Altura: 22.5cm
- Largura: 15.5cm
- Profundidade: 1.7cm
- Lançamento: 22-09-2025
- Páginas: 288